/Com inclusão de pessoas com deficiência, prefeitura promove 2ª edição da Colônia de Férias de Robótica a alunos da rede pública de Cabedelo

Com inclusão de pessoas com deficiência, prefeitura promove 2ª edição da Colônia de Férias de Robótica a alunos da rede pública de Cabedelo

A Prefeitura Municipal de Cabedelo, através da Secretaria de Educação, está promovendo desde a última segunda-feira (13) até a próxima sexta-feira (17) a 2º edição da Colônia de Férias de Robótica. O projeto vai levar a cerca de 500 alunos do 3º ao 9º ano do ensino fundamental de 11 escolas da rede municipal de ensino uma oficina de introdução à robótica com o objetivo de despertar o interesse nos alunos que ainda não tiveram contato com esse conteúdo para, posteriormente, participar da Escola de Robótica do município.

Ao todo estão envolvidos nesse projeto 18 profissionais, sendo 5 integrantes da Escola de Robótica e 13 monitores voluntários de vários cursos da área de exatas, oriundos de uma parceria da Secretaria de Educação com o Centro de Informática da UFPB, através da Prof. Elizabet Maria Spohr de Medeiros.

A oficina tem a duração de 3 horas e nela é desenvolvida uma entre duas atividades planejadas: construir um robô que caça tesouros ou construir um robô bombeiro para apagar incêndios, ambos capazes de cumprir os desafios.

“A ideia é trazer uma primeira vivência em robótica aos alunos do município que ainda não tiveram contato com essa tecnologia a fim de atraí-los para o projeto que é desenvolvido durante o ano letivo. Nesse primeiro contato passamos para eles os conceitos básicos da robótica, conhecimento das peças, das funções das peças e introdução básica do conceito de programação, de forma leve e dinâmica, mas sem perder a característica pedagógica”, explicou Luciano Pinto, consultor em robótica educacional.

O diferencial da colônia de férias de robótica desse ano é a acessibilidade. Alunos com vários tipos de deficiência física ou intelectual estão participando. De acordo com Luciano, os desafios que eles enfrentam, em geral, são os mesmos de todos os alunos quando expostos a um conteúdo novo.

“Desde a realização do torneio nós buscamos trazer esses alunos com deficiência para o projeto de robótica. Apesar da resistência de muitos pais e alunos, nossa ideia é quebrar essa barreira. Daí foi criada a proposta de inclusão porque nós entendemos que para robótica qualquer deficiência é minimizada pela tecnologia, porque o papel da tecnologia é esse, destruir essas diferenças, facilitar o acesso e a interação entre as pessoas, e robótica enquanto atividade pedagógica também tem essa proposta. Desde a primeira oficina ministrada percebemos que, mesmo com os desafios próprios da deficiência, a gente vem conseguindo ter bons resultados de interação. As dificuldades que os outros alunos têm, eles também têm e o retorno tem sido satisfatório. As dificuldades são mais do conhecer, de aprender algo novo”, ressaltou.

Para Niedja do Nascimento Gaudêncio, moradora do Renascer II e mãe de João Roberto de Souza, aluno com autismo, essa é uma oportunidade de crescimento para as habilidades que seu filho já possui, além de estímulo para outras.

“É muito boa essa iniciativa da inclusão. Meu filho é autista e, geralmente, os autistas são bem organizados, gostam muito de criar e a tecnologia ajuda a expandir mais, a adquirir conhecimento e com o tempo evoluir ainda mais. Ele está interagindo bem aqui, apesar de demorar pra se concentrar, aos poucos ele vai conseguindo seguir as regras”, destacou Niedja.