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Enfermeiras da Atenção Básica assistem palestra sobre o Dia Mundial de Combate à Hanseníase
27/1/2015 - Secretaria de Saúde

Michael Sampaio



A Secretaria de Saúde de Cabedelo e o Setor de Vigilância em Saúde realizaram, nesta segunda-feira (26), a palestra “Hanseníase: lutando para o diagnóstico precoce e tratamento” em alusão ao Dia Mundial de Combate à Hanseníase, comemorado no último domingo (25). 

A palestra, ministrada pela médica dermatologista Raísa Vasconcelos, aconteceu no Centro Municipal de Referência em Saúde Leonard Mozart - Anexo da Policlínica e reuniu cerca de 30 enfermeiras do município que trabalham nas Unidades de Saúde da Família (USF’s) e as responsáveis pelo 1° atendimento do Hospital Alfredo Barbosa.

De acordo com Elisandra Chaves, diretora do Anexo da Policlínica, a palestra tem como objetivo firmar uma parceria com a Atenção Básica, o Hospital e a Policlínica a respeito dos casos de hanseníase encontrados na cidade. 

“Estamos aqui para esclarecer às enfermeiras algumas dúvidas com relação ao diagnóstico da doença, porque houve casos no nosso município que foram referenciados para diagnóstico em outros hospitais, o que não é necessário, pois nós temos o tratamento aqui em Cabedelo.

A Atenção Básica faz esse tratamento. Quando surge um caso de hanseníase e passa pelo médico ou enfermeiro da Atenção Básica, caso ele não tenha um diagnóstico fechado, é encaminhado para o Anexo e a dermatologista daqui emite um segundo laudo fechando o diagnóstico”, explicou. 

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, em situação de endemia no Brasil, principalmente pelo período de incubação elevado – entre 02 e 07 anos, podendo chegar até 10 anos – e a fácil transmissão – pelas vias aéreas superiores. 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o 2° colocado em registro de novos casos, perdendo apenas para a Índia. A doença se manifesta em lesões na pele com diminuição ou falta de sensibilidade. Caso não receba o tratamento precocemente poderá evoluir afetando terminações nervosas livres e/ou troncos nervosos, deixando sequelas e incapacidades físicas no paciente. 

De acordo com o Setor de Vigilância em Saúde de Cabedelo, em 2014 foram registrados 19 casos de hanseníase no município. Destes, 12 ainda continuam em tratamento. 

Além do acompanhamento feito com medicamentos disponibilizado pela Secretaria de Saúde, foi criado um grupo de autocuidado aos portadores de hanseníase. Pacientes e familiares se reúnem na Policlínica sempre nas últimas sextas-feiras do mês, pela manhã, para apoio e esclarecimento de dúvidas relativas à doença.

“É muito importante o paciente ser diagnosticado e tratado precocemente para evitar a disseminação da doença e também prevenir incapacidades e deformidades que o impossibilitem de trabalhar e sofrer um impacto psicológico grande”, destaca Raísa Vasconcelos.

Segundo a médica palestrante, um dos desafios para o diagnóstico precoce é a variedade de formas como a doença se apresenta. 

“Nós temos em mente que a hanseníase é só uma lesão branca e dormente, mas não é bem assim, existem outras características da doença, e o que elas sempre têm em comum é a alteração ou ausência da sensibilidade”.

Secom Cabedelo





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