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Cabedelo amplia políticas públicas e atendimento a crianças com autismo
3/4/2017 - Secretaria de Comunicação Social e Institucional

Michael Sampaio



“O autismo dela é leve, moderado. Ela estuda pela manhã e não tem dificuldade para acordar. Vai para escola e faz uso do transporte escolar da Prefeitura. Nunca tivemos problema com transporte, o motorista é muito atencioso com ela. Sempre mudam os monitores, mas mesmo assim nunca tivemos problema com nenhum deles. O transporte chega na hora certa, tanto para pegar como para entregar, e na escola ela é muito bem assistida. Ela estuda na escola Silvana de Oliveira Pontes e está no 2º ano. Fora a escola, faz atividade contrária ao horário escolar lá no Centro de Educação Inclusiva, onde, até o ano passado, era assistida por psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo e, esse ano, foi incluída a parte digital com os tablets”.

O depoimento de Shirley Patrícia Zelo Aprígio narra a rotina da filha, Brunna Zelo Aprígio, de 8 anos, uma das alunas da rede municipal de ensino que participa das atividades oferecidas pela Prefeitura Municipal de Cabedelo (PMC) para os alunos com alguma deficiência. O atendimento a esse segmento da sociedade faz parte das politicas públicas voltadas para a inclusão das pessoas com deficiência através de ações efetivas.

Dedicação familiar, mobilização da sociedade civil e, sobretudo, ação efetiva do poder público com a propositura e consolidação de politicas públicas que garantam os direitos e acenem com a perspectiva de um novo amanhã para as pessoas com deficiência. Esses parecem ser os ingredientes que fazem com que a cidade de Cabedelo venha se destacando nos últimos anos como uma referência nas lutas pela atenção e inclusão das pessoas com deficiência.

“Quando a gente buscou a parte educacional para Bruna, para surpresa nossa fomos sempre bem assistidos perante esse transtorno. Tivemos portas abertas na escola, na inclusão social e essa parceria vem surtindo frutos muito positivos para nossa filha. Acreditamos que daqui a trinta anos, as pessoas que vierem a ter autismo vão sofrer menos, assim como suas famílias, porque vão estar mais incluída; vai haver mais debate, mais informação... Quem sabe, até, não já vamos ter descoberto de onde vem o autismo”, desabafa Bruno Aprigio, pai de Brunna. 

Na cidade, há duas frentes de trabalho com as pessoas com deficiência. De um lado, a Coordenação de Inclusão da Secretaria de Ação e Inclusão Social (Semais), e de outro a Coordenação de Educação Inclusiva, da Secretaria de Educação (Seduc).

“Procuramos inserir as pessoas com deficiência na sociedade dando a elas realmente o seu direito de fato. Acreditamos que se tem muito ainda a avançar, mas a gente vê que Cabedelo já deu grandes passos. Na Coordenação, eles contam com todo um aparato de acolhimento e ajuda. Na Educação, estão inseridos nas escolas regulares, nas salas de aula junto a todos os outros alunos e onde cada autista, por exemplo, tem um cuidador do seu lado e transporte escolar. Sinto que Cabedelo faz essa diferença”, comentou a coordenadora de Inclusão, Edna Maria Pereira de Almeida.

Inclusão – De acordo com Edna, os registros da Coordenação de Inclusão mostram um total de 300 pessoas com deficiência cadastradas. Dessas, 20 são autistas, o que dá um percentual de 6%. Ela revelou que tem-se verificado um aumento no número de casos de autismo na cidade, o que demandaria investimento na investigação das causas de tantas ocorrências. 

As ações da Coordenação de Inclusão envolvem, primeiramente, o acolhimento das crianças e a realização de cadastro e visita domiciliar às famílias. Além disso, oferece orientações com assistente social para esclarecimentos sobre os direitos sociais que essas famílias possuem; encaminha e agenda atendimento nos locais especializados e faz o acompanhamento para que eles possam ter o beneficio junto ao INSS.

A Coordenação conta também com dois transportes com cuidadores para levar as crianças para o atendimento especializado. Eles facilitam, no caso dos autistas, o deslocamento para a Fundação de Apoio ao Deficiente (Funad) e para a Associação dos Pais e Amigos do Autista da Paraíba (Ama), instituições que fazem o atendimento, ambas em João Pessoa. A PMC ainda oferece atividades de atletismo na praia e na pista da UFPB e, também, insere-os no grupo de danças da inclusão.

“Pelos serviços que dispomos aqui, acho que a cidade está de parabéns. Temos que destacar a ação do governo pela concretização de um sonho antigo. Sabemos que precisamos aprimorar muito mais essas politicas, mas há o desejo e a vontade de fazer com que todas as crianças com deficiência tenham seus direitos adquiridos verdadeiramente cumpridos. Acreditamos que Cabedelo vai avançar muito mais, porque existe a vontade da gestão em estar perto das famílias e da sociedade”, frisou Edna. 

Educação e cuidados – O outro polo de ação pela inclusão de pessoas com deficiência em Cabedelo está na educação. Especificamente, no caso do autismo, são 50 alunos distribuídos por 14 escolas. Lá, contam com o auxilio de cuidadores, salas de recursos e o transporte escolar.

“Essa politica de educação inclusiva que o município oferece está ligada a varias ações. Uma das mais importantes para a inclusão dos alunos com autismo no município é a oferta e a garantia desses cuidadores para o aluno. A Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/12) garante esse atendimento de cuidadores sempre quando necessário, porque temos caso no município de autistas que não necessitam de cuidadores”, comentou a coordenadora de educação inclusiva, Socorro Feitosa.

Atualmente, Cabedelo conta com um total de 140 cuidadores. Desses, cerca de 50 estão empenhados em atender crianças com autismo. A coordenadora revelou, também, que além da politica envolver oferta de cuidadores, o trabalho é complementado pela formação dos profissionais que lidam com aluno com algum tipo de deficiência. 

A rede municipal de ensino conta com 10 salas de recursos multifuncionais, para que as escolas atendam esses alunos especificamente. As salas contam com professores com formação especifica para o atendimento educacional especializado (AEE). Os professores recebem constante formação em temas como tecnologia assistida e comunicação alternativa.

Dentro da politica municipal de educação inclusiva, a PMC ainda disponibiliza o transporte escolar para os alunos com deficiência. De acordo com a coordenadora de Educação Inclusiva, são três ônibus para o transporte e 78 alunos utilizam o serviço, dentre eles, mais de 30 autistas.

Afora a inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares, a cidade também conta com o Centro de Atendimento Educacional Especializado, hoje oficialmente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), e que acolhe e oferece atividades especificas para elas. O Centro atende atualmente cerca 70 alunos com deficiência, sendo 20 com autismo.

“A importância de Cabedelo ter uma politica realmente voltada para os alunos com deficiência é que, além do desejo de se promover a inclusão, existe hoje uma política implantada no município. Sabemos que não é uma onda, um modismo, não circunstancial; é uma questão implantada realmente. Essas crianças e esses pais podem ficar tranquilos porque, sendo politica, ela vai continuar porque foi implantada, inclusive com lei que garante esse direito”, conclui Socorro Feitosa.

Secom Cabedelo







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