Alunos da Rede Municipal recebem projeto Minha Escola tem Cordel

Iniciativa tem por objetivo divulgar e incentivar a leitura e produção de cordel

A Secretaria de Educação de Cabedelo (Seduc) lançou, nesta sexta-feira (24), na Escola Adolfo Maia, o Projeto Minha Escola Tem Cordel, que visa incentivar a produção de literatura de cordel nas escolas da rede municipal.

Ao todo, serão cinco encontros para formação de professores e supervisores, responsáveis pelo desenvolvimento do projeto em suas respectivas unidades. A formação técnica é coordenada pelo cantor e cordelista Beto Brito.

O projeto será desenvolvido ao longo do período e tem por objetivo, ao final, a produção de livros por parte dos alunos, e a realização de um evento para divulgá-los.

“Dentro da parte pedagógica será primordial para nosso alunado a exploração da literatura, incentivo ao hábito da leitura e apuro da parte gramatical. A partir desse projeto pretendemos intensificar a escrita culta, que anda sofrendo a concorrência de outros meios e linguagens, e reforçar a parte pedagógica dos nossos estudantes”, comentou a secretária de educação, Márcia Oliveira.

A literatura de cordel, de acordo com Márcia, já é desenvolvida de forma embrionária na Escola Marizelda Lira e, este ano, a partir da aquisição de 400 kits de cordel, pode ser expandida para outras escolas. O projeto contemplará alunos das turmas de ensino fundamental das escolas Agripino, José de Moraes, Pedro Américo, Marizelda Lira, Maria Pessoa e Adjuto de Morais, e turmas da Educação de Jovens e Adultos das escolas Paulino Siqueira, Miranda Burity, Elizabeth Ferreira, Plácido de Almeida e Rosa Figueiredo.

 “A iniciativa é um projeto de formação infanto-juvenil com o propósito de fazer com que esses adolescentes descubram ou redescubram a arte da literatura de cordel. Pretendemos levar para eles a essência do cordel. Que eles saibam onde o cordel nasceu, compreendam seus fundamentos, a forma como se escreve, seguindo as regras que são bem definidas. Quem sabe, um dia, eles venham a ser grandes cordelistas”, explicou Beto Brito.

Para o presidente da Academia de Cordel do Vale da Paraíba, Marcone Araújo, a importância do projeto, além do resgate histórico, é o incentivo à produção de cordéis por parte dos educandos.

“Um projeto envolvendo a literatura de cordel, desde o aprendizado de sua técnica até a produção, merece aplausos. Essa manifestação que é hoje, merecidamente, patrimônio imaterial, mas que além de reconhecimento necessita de politicas públicas que venham a fortalecê-la. Trata-se de uma cultura de raiz que, ao lado de outras como forró, precisa ser preservada. Parabéns à Prefeitura de Cabedelo por promover o envolvimento dos alunos nessa prática, pois é necessário que o cordel cresça nas escolas e os alunos possam ser protagonistas na elaboração de novos trabalhos”.

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