Cabedelo debate formas de enfrentamento aos vários tipos de  violência contra as mulheres

Em pauta temáticas como mortalidade materna, violência obstétrica, racismo  e LGBTfobia contra as mulheres negras, de comunidades tradicionais e de povos originários

A Prefeitura Municipal de Cabedelo (PMC), por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SEPM), em parceria com a Secretaria Estadual da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) realizou, nesta quinta-feira (07), um curso de Capacitação e Formação para o enfrentamento à mortalidade materna, à violência obstétrica e contra mulheres negras, de comunidades tradicionais e dos povos originários. Além desses temas, o encontro também focou o enfrentamento ao racismo e a LGBTfobia.

O evento aconteceu no auditório do Uniesp e reuniu cerca de 70 participantes, representantes de todas as Secretarias municipais, e foi realizado de forma híbrida: presencialmente e na modalidade remota pela plataforma Google Meet. Cada Secretaria atendeu ao chamado da SEPM, enviando pelo menos dois representantes.

O objetivo da formação é promover o entrelace com a Rede Cabedelo, promovendo o conhecimento e discutindo formas de enfrentamento às violências e preconceitos que atingem as mulheres negras e oriundas de comunidades originárias e tradicionais. A iniciativa compõe um dos eixos definidos para aquisição do Selo Social Prefeitura Parceira das Mulheres, iniciativa do Governo do Estado que, este ano, traz como temática “Ano da Igualdade Étnico Racial”.

“A capacitação é muito importante para fortalecer o entrelace entre a Secretaria do estado da Mulher com a Secretaria de nosso município, como forma de agregar conhecimento sobre o grupo específico de que trata o selo, que são as mulheres em geral e, este ano especificamente, as mulheres negras e de grupos originários e o combate ao racismo. Agrega novas informações e ajuda a fortalecer os elos entre os vários atores e instituições envolvidos com a temática”, declarou a secretaria adjunta da Mulher, Anelize Guedes.

A programação do evento teve início com a apresentação do tema GBTFobia e Rede de Atendimento, coordenado pela Gerente Operacional de Enfrentamento à LGBTfobia (GEDSLGBT/SEMDH), Patrícia da Silva Oliveira. Logo em seguida, a Gerente operacional de ações e política afirmativas (GEER/SEMDH), Rafaela Carneiro, coordenou a discussão sobre Racismo: origens, conceitos, modalidades e suas formas de expressões.

No terceiro painel do encontro, a temática da Violência Doméstica e Sexual contra as Mulheres e Redes de atendimento foi apresentada pela Técnica da Gerência Operacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres. (GEEG/SEMDH), Emanuelle Galdino e pela  Coordenadora Geral do Programa Integrado Patrulha Maria da Penha (PIPMP/SEMDH), Mônica de Oliveira Brandão.

“As temáticas discutidas no encontro, bem como as capacitações específicas da área da saúde, compõem uma ação integrada voltada para proteger as mulheres, garantir sua segurança e saúde. Realizamos algumas reuniões no sentido de desenvolver um olhar especial para alguns segmentos vulneráveis de nossa sociedade, como as mulheres que sofrem violência, o racismo e as questões de igualdade de gênero. Então as discussões se tornam importantes para fortalecer a rede de proteção e estabelecer Cabedelo realmente como cidade parceira da mulher”, comentou a secretária adjunta da Saúde, Gabriela Azevedo.

“Essa capacitação é importante para que possamos colocar em prática o respeito pelo próximo, sobretudo no que tange a violência contra as mulheres. No momento em que a Lei Maria da Penha completa 16 anos, verificamos que, durante a pandemia, o índice de violência doméstica aumentou muito e as mulheres negras, segundo números do Fórum Nacional de Segurança Pública, são as maiores vítimas pela condição feminina e pelo racismo. O encontro possibilita o aprendizado e colocar em prática, em nosso trabalho e na sociedade, para que possamos lutar em defesa das mulheres, coibindo a violência e fazendo com que as políticas públicas realmente surtam efeitos”, declarou a inspetora da Guarda Metropolitana, Gilma Menezes

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