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Autor: Secom

Cabedelo inaugura primeiro Núcleo de Mediação de Conflitos Escolar da rede municipal de ensino

Iniciativa propõe a utilização de estratégias de mediação para minorar os conflitos no âmbito escolar A Prefeitura de Cabedelo (PMC), por meio da Secretaria de Educação (Seduc), inaugurou, na sexta-feira (16), o primeiro Núcleo de Mediação de Conflitos Escolar da rede municipal de ensino. A primeira unidade escolar a contar com o espaço para mediação […]

19/12/2022 10h01 Atualizado há 2 meses atrás

Iniciativa propõe a utilização de estratégias de mediação para minorar os conflitos no âmbito escolar

A Prefeitura de Cabedelo (PMC), por meio da Secretaria de Educação (Seduc), inaugurou, na sexta-feira (16), o primeiro Núcleo de Mediação de Conflitos Escolar da rede municipal de ensino. A primeira unidade escolar a contar com o espaço para mediação será a Escola Maria das Graças Rezende, localizada no bairro de Jardim América.

O Núcleo de Mediação de Conflitos Escolar é uma iniciativa do Programa de Justiça Restaurativa na Promoção da Cultura de Paz, implantado pela Seduc em 2021 e coordenada pelo Setor de Projetos Educacionais (SPE). Ele tem como objetivo promover a utilização das estratégias de mediação de conflitos no âmbito escolar como ferramenta de ajuda para a pacificação e democratização escolar. Conflitos entre alunos são, primordialmente, o foco da iniciativa.

Este ano, a Seduc deu início às atividades visando a implantação dos Núcleos, com uma formação para os profissionais das Secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social e Guarda Municipal. Tendo perfil de educação continuada, aquela que visa atualizar conhecimentos, adicionar demandas e incluir profissionais em novos cenários de atuação, a formação visou despertar a atenção dessas entidades para as demandas específicas das comunidades escolares e seu entorno.

Dando seguimento ao processo, a proposta incluiu os alunos do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (NUCA), que participaram de uma formação e que culminou na formatação de um curso preparatório com duração de cinco meses. Nesta primeira etapa de cursos foram contempladas duas escolas municipais: Plácido de Almeida e Maria das Graças Rezende. Foram doze participantes, 6 de cada escola, com acompanhamento e supervisão, assim como no caso das secretarias, da ONG Serviço Pastoral dos Migrantes.

“A implantação desse Núcleo é um divisor de águas na educação de Cabedelo.  Estamos consolidando um processo embrionário, que teve início com a oferta de formação para 4 Secretarias e, a partir desse envolvimento dos agentes públicos com o sistema educativo da cidade, entendemos que era necessário focar numa formação específica para os alunos. Temos agora alguns alunos capacitados para atuar nas relações interpessoais entre alunos na escola e, a partir de hoje, o primeiro núcleo liderado por estudantes. São estudantes cuidando de seus pares”, declarou o coordenador do Setor de Projetos Educacionais (SPE), Gilberto Silva.

Pelo conceito geral, a mediação é um processo voluntário que oferece àqueles que estão vivenciando uma situação de conflito a oportunidade e o espaço adequados para conseguir buscar uma solução que atenda a todos os envolvidos. Os alunos oriundos da formação passarão a compor o Grupo de Mediação e Apoio Estudantil (GMAE), que estará atendendo nos núcleos de mediação de conflitos escolares. De acordo com o coordenador Gilberto, a perspectiva é que, no início do ano letivo de 2023, além da implantação do segundo núcleo, novas escolas sejam contempladas com a execução do curso, visando a formação de novos alunos e a implantação de novos núcleos.

“O projeto objetiva que os alunos cuidem de todo o processo do começo ao fim. Vamos continuar investindo nas formações continuadas, supervisionar e acompanhar tudo, mas são eles que vão, efetivamente, ao detectar ou receber da direção algum problema, encaminhar todo o processo de mediação entre os alunos”, explicou Silva.

Cultura de paz – No âmbito escolar, a mediação de conflitos entre membros da comunidade escolar é uma ferramenta que ajuda a pacificar e democratizar a escola. Também permite que ela desenvolva uma educação voltada para o desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais e de comunicação. Algo importante na sociedade atual.

A mediação escolar não compreende somente a resolução de conflitos, mas também a prevenção e transformação dos alunos. Assim, é fundamental a sensibilização de toda comunidade para o protagonismo dos alunos, a inclusão e a compreensão da prática da mediação no espaço educacional.

A ferramenta representa um processo construtivo, educativo e pedagógico, tanto no pessoal quanto no profissional, ou o desenvolvimento de um novo olhar para compreender a problemática que circunda o ambiente escolar, utilizando a justiça restaurativa para promover a cultura de paz.

“Os 2 anos de pandemia, além de provocar mortes, causaram a desestruturação de famílias e da sociedade, também conflitos sociais e violência generalizada. Um caos. Sabemos como essas crianças sofreram em todas as esferas da vida, do familiar ao social, por isso acreditamos que mediação de conflitos é a bola da vez. Nada melhor para um momento de se reerguer do que pegar essa juventude e começar a prepará-la e dar condições para que ela possa lidar com essas situações, mirando a cultura da paz e do entendimento”, concluiu Gilberto.


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