Cabedelo recebe reforço de equipamento para o tratamento de insuficiência respiratória em pacientes vítimas de Covid-19

Capacetes Elmos foram doados pelo SESI-PB e serão utilizado nos leitos do Hospital Municipal

Cabedelo recebeu um reforço de equipamentos para o tratamento da Covid-19. A Secretaria de Saúde conta, agora, com cinco capacetes do tipo Elmo, que proporciona aos pacientes com insuficiência respiratória a recuperação da função pulmonar.

Os equipamentos, que já estão no Hospital Municipal Padre Alfredo Barbosa, foram doados pelo SESI-PB e, além de oferecer um tratamento mais eficaz aos pacientes, também vai oferecer uma maior segurança aos profissionais de saúde, já que, por ser vedado, não permite a proliferação de partículas de vírus.

A utilização do capacete reduz em até 60% a necessidade de intubação, reduzindo a ocupação de leitos de UTI para o tratamento da doença

“Acomodado ao pescoço do paciente, o Elmo permite ofertar oxigênio a uma pressão definida ao redor da face, sem necessidade de intubação. Dessa forma, a pessoa consegue respirar com auxílio da pressurização e oferta de oxigênio. O sistema possibilita, portanto, a melhora na respiração e pode ser utilizado fora de leitos de UTI”, explicou o secretário de Saúde, Murilo Suassuna.

Tecnologia brasileira – O Elmo é um capacete de respiração assistida não invasiva, produzido no Ceará. Feito com silicone e PVC, auxilia no tratamento de pacientes com quadros clínicos leve e moderado de insuficiência respiratória. Sua utilização reduz em até 60% a necessidade de intubação, reduzindo a ocupação de leitos de UTI para o tratamento da doença. Os pesquisadores do Ceará se inspiraram na experiência de médicos italianos que usaram máscaras de mergulho para tratar pessoas com Covid-19 e também na utilização de capacetes hiperbáricos para doenças de descompressão nos Estados Unidos e Europa.

No Brasil, o dispositivo foi utilizado pela primeira vez em Manaus, em janeiro. Estados como Rio Grande do Sul e São Paulo também já contam com o equipamento em alguns de seus hospitais. Em Fortaleza, mais de 1.900 pessoas já utilizaram o capacete. E, de acordo com dados da Escola de Saúde Pública do Ceará, cerca de 60% das pessoas que utilizaram o Elmo em Fortaleza não precisaram ser intubadas. Isso significa que seis em cada 10 pacientes conseguiram se recuperar sem um procedimento mais invasivo.

 

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