Festival de Balé relembra brincadeiras de infância e novelas que marcaram época

Evento comemora os 30 anos da Escola de Balé de Cabedelo e terá nova apresentação nesta terça-feira no Centro Cultural Mestre Benedito

Ritmo, sincronia, delicadeza e beleza. Foi assim a primeira noite do Festival de Balé de Cabedelo, que reuniu cerca de 1.200 pessoas no Centro Cultural Mestre Benedito. Protagonizado pelo corpo de balé da Escola Municipal, o evento relembrou as brincadeiras e as novelas que marcaram época, através de coreografias bem ensaiadas e de toda graça das bailarinas participante.

O Festival tem continuidade nesta terça-feira (18), às 19h, e a entrada é gratuita. No Centro, uma superestrutura de segurança, palco, sonorização e iluminação, com área coberta e cadeiras para o público, foi preparada pela Secretaria de Cultura (Secult).

Salas e dependências do Centro serviram de camarins para os alunos e, em uma delas, uma exposição contava a história dos 30 anos do Balé de Cabedelo, através de figurinos, fotos, vídeos em projeções e troféus de participação das bailarinas em outros Festivais. No local, uma lojinha também está disponível para venda de produtos e acessórios de balé.

“Tudo isso aqui é só mais uma demonstração de amor e carinho da nossa gestão à cultura e à arte. Vamos continuar investindo e resgatando o que faz bem aos cabedelenses. Estou muito feliz em poder comprovar o resultado desse trabalho. E o povo está aí, correspondendo, com casa cheia para prestigiar esse evento maravilhoso”, disse o prefeito Vitor Hugo.

De acordo com o secretário de Cultura, Igobergh Bernardo, a decisão de realizar o espetáculo no novo Centro foi acertada e proporcionou mais segurança aos alunos e público.

“Esse foi um ano de desafios, tivemos que ousar e fazer novas escolhas. Concordamos em trazer o Festival para o Centro Cultural, proporcionando mais segurança e conforto para todos, facilitando, também, a interação entre as turmas, além de gerar mais economia para os cofres do Município. Esse espaço é do povo e nada mais justo que trazer o festival para cá”, pontuou.

Festival com gostinho de nostalgia – Duzentos e oitenta bailarinos compõem o elenco do Festival, nas categorias Infantil e Juvenil. Com o tema “Brincantes”, a turma do Infantil, composta por 135 crianças, relembrou, em uma apresentação colorida e graciosa, as brincadeiras de infância, com elementos cênicos que incluíram bonecas, bolhinhas de sabão, amarelinha, marionetes, pipa, bambolê e pula corda,

Já o juvenil, com 145 bailarinos, apresentou o tema “Vale a Pena Ver de Novo”, homenageando algumas novelas que marcaram época na televisão brasileira. Trilhas sonoras de novelas conhecidas, como Gabriela, Mulheres e Areia, Chiquititas, Tieta, Vamp, Maria Bairro, O Clone, Chocolate com Pimenta, encantaram a todos os expectadores.

“Essa gestão e a Secult estão abraçando nossa causa e deram esse novo formato ao Festival. Nessa edição, não temos só apresentações, estamos contando nossa história para que os alunos possam compreender melhor o universo da dança. Nós quisemos trazer para esse Festival o que a gente vê de melhor nos melhores festivais do Brasil, e fazer o mais poético possível, com a intenção de envolver mais ainda o público”, ressaltou a coordenadora geral da Escola de Balé, Rita Spinelli.

Pais e alunos saíram do Festival satisfeitos com o novo formato do evento e encantados com as apresentações. Rildo e Leiliane Alves são pais de Lohanny Raquel, que dançou na apresentação de bambolês do módulo Básico. O pai, satisfeito com o desempenho da filha que frequenta o balé desde que tinha 2 anos, aproveitou para elogiar o evento e o Centro Cultural, que ainda não conhecia.

“Cabedelo está de parabéns com esse novo espaço de cultura. Minha filha vem sendo bem assistida e tem muito boa desenvoltura. Eu me sinto orgulhoso! A Prefeitura oferece esse espaço maravilhoso e o evento foi muito bem organizado, nota dez”.

“Esse festival foi um verdadeiro resgate à infância. A Escola de Balé é muito importante para nossa família, pois percebi que, depois de se envolver com essa atividade, minha filha tem mais disciplina e desenvoltura em outros aspectos”, completou Rosalinda Pessoa, mãe de Rayla Regipcia, que pertence ao módulo Baby Class.

A adolescente Crislaine Rodrigues, do módulo Intermediário 2, participou da performance “Maria do Bairro”. Ela falou sobre os sentimentos que a envolveram na noite do Festival.

“Eu estava muito tensa, mas agora que tudo deu certo, estou muito feliz. Foi um ano de trabalho, para que cada movimento e cada gesto nosso saísse com perfeição. A dedicação das professoras e o nosso esforço valeram a pena”.

Já Ingrid Thaís, 16 anos, que participou da apresentação “Cheias de charme”, também do módulo Intermediário 2, comentou sobre o novo formato do evento e o trabalho da Escola de ballet.

“O espaço é menor em relação ao ano passado, mas ficou tudo muito organizado e mais seguro, pois a estrutura do Centro Cultural é ótima” concluiu a bailarina.

Escola de Balé – A escola de Balé conta com a coordenação geral de Rita Spineli e coordenação pedagógica da professora Saniele Cipriano. No corpo técnico, ainda estão as professoras Alessandra Evangelista, Carolina Farias, Denilsa Martins, Maria Luíza Pires, Renata Kelly e Valeska Rique.

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