Mutirão de avaliação atende pessoas com deficiência e encaminha pacientes para assistência no novo Centro de Atendimento à Pessoa com Deficiência

A Prefeitura de Cabedelo, por meio da Secretaria de Saúde, realizou nesta sexta-feira (15) um mutirão de avaliação para atendimento no novo Centro de Atendimento à Pessoa com Deficiência

O objetivo do mutirão foi avaliar a necessidade de cada paciente e posteriormente encaminhá-los para as atividades mais específicas. Em torno de 40 atendimentos foram realizados na ação .

O espaço, que começou a funcionar há alguns meses e recentemente está se desvinculando do Centro Municipal de Fisioterapia de Cabedelo (Cemfisio), atende todas as pessoas com deficiência ou com sequelas para reabilitação ou habilitação física, inclusão e apoio e orientação familiar.

O Centro possui uma equipe multidisciplinar composta por Terapeuta Ocupacional, Psicólogos, Nutricionista, Pediatra e Profissional da Educação Física. O espaço está funcionando na rua Estudante Paulo Maia Guimarães, 452, no bairro de Formosa, e atende por demanda espontânea ou por encaminhamento, de segunda à sexta-feira, das 7h às 17h.

As atividades do mutirão foram coordenadas pela Terapeuta Ocupacional Ludymilla Pereira, e contaram com a coordenação geral de Rafaella Medeiros.

“Esse mutirão foi realizado para que nós avaliássemos a demanda do município no sentido de compreender e poder ofertar o melhor atendimento possível dentro do serviço. A nossa intenção é que a pessoa chegue aqui, seja avaliada e encaminhada para o devido profissional, para que, a partir daí, seja traçada uma abordagem de tratamento. Por exemplo, no meu caso, eu avalio as atividades do dia a dia: se o paciente consegue executar ou não, qual empecilho e qual a melhor forma dele desempenhar e conseguir essa autonomia. Após essa avaliação, são iniciados os treinamentos e atividades, trabalhadas com estimulação ou desenvolvimento das habilidades neuropsicomotoras”, explicou Ludymilla.

A Terapeuta ainda ressaltou que, por conta da Pandemia de Coronavírus, as atividades estão sendo realizadas individualmente e que, fora deste quadro, são promovidas ações grupais e ainda de apoio familiar.

Atualmente, o Centro possui 100 pessoas cadastradas, com mais de 300 atendimentos por mês, assistindo a crianças com transtorno do espectro autista, com paralisia cerebral, TDAH, hidrocefalia, Distrofia muscular de Duchenne, síndrome de Down e atraso de desenvolvimento, além de jovens e adultos.

Durante o mutirão algumas mães que acompanhavam o atendimento de suas crianças destacaram a importância do serviço. Patrícia Batista, moradora do bairro de Camalaú e mãe de Geovanna Régis, que tem síndrome de Down, nos contou sobre as atividades realizadas com sua filha, de apenas 5 meses.

“Há um mês estou vindo com Geovanna, que faz a terapia ocupacional e também frequenta o psicólogo e nutricionista e, se Deus quiser, futuramente um fonoaudiólogo. Os profissionais são excelentes! E nós, mães de crianças especiais, também precisamos de atendimento e aqui temos isso. Sou muito grata por ver o desenvolvimento da minha filha, vê-la sentar, engatinhar e fazer atividades com menos dificuldade”, disse.

Expectativa bem parecida com a de Roberta Viana, moradora do Centro e mãe de Raphael Viana, que tem o espectro de autismo.

“Eu descobri o Centro através da indicação de outra pessoa que já trazia o filho pra cá. Faz uma semana que eu e Rapha estamos tendo acompanhamento psicólogo, com nutricionista e terapeuta ocupacional. Neste primeiro contato as terapias e os profissionais são excelentes. Fui muito bem assistida aqui e eu espero que Rapha desenvolva cada vez mais, que ele possa socializar e estar mais preparado para a vida social e escolar e na comunicação com o outro”, finalizou.

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