Prefeitura de Cabedelo promove oficinas com foco no atendimento humanizado ao público LGBTQIAP+

Cursos têm como público alvo, inicialmente, agentes de segurança da Guarda Metropolitana

A Prefeitura Municipal de Cabedelo (PMC), por meio da Secretaria de Assistência Social (Semas), deu início, na sexta-feira (22), a uma série de capacitações com intuito de promover e aperfeiçoar o atendimento humanizado ao segmento LGBTQIAP+ no município. Os cursos são uma iniciativa do setor LGBTQIAP+, em parceria com a ONG Iguais PB Associação LGBT+ e focam, num primeiro momento, nos agentes de segurança pública.

As oficinas tiveram início em junho, como uma das ações promovidas em alusão ao Mês do Orgulho LGBTQIAP+, visando os festejos juninos, e está sendo ampliado para levar a mensagem a toda corporação. A primeira edição da sequência de oficinas reuniu 30 GCM’s, no Auditório do Desenvolver Cabedelo. Ainda estão previstas duas oficinas este mês, no dia 29, nos horários da manhã e da tarde.

“A missão primordial da Coordenação de Políticas Públicas LGBTQIAP+ da  Semas é a de promover os Direitos Humanos e fortalecer a cidadania desse segmento social. O setor compreende as necessidades e particularidades da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e +; e, por isso, vem a propor uma capacitação voltada aos Agentes de Segurança Pública Municipal, em todas suas esferas, com foco no atendimento humanizado, que nada mais é que a cultura do respeito às particularidades de cada um”, declarou o coordenador do setor LBTQIAP+ da Semas, Iarley Araújo.

O coordenador também ressaltou a importância da realização desse evento para o público LGBT e destacou o diálogo com o comando da corporação.

“Após reunião com o Secretário da Segurança Pública, foi expressado o desejo de estender a capacitação com foco no atendimento humanizado para mais pessoas. A conversa aconteceu dias após nossa 1º oficina, em junho, e nela foi visto a importância dessa mensagem chegar a toda corporação. É preciso insistir nessa pauta, mantê-la em evidência, afinal se trata, como já enfatizamos, de investir no desmonte dos mitos e das crenças sobre diversidade de gêneros, por meio da informação e da ampliação do diálogo. Nossa intenção é atingir outros órgãos que lidam com atendimento direto ao público, como é o caso da saúde”, afirmou Iarley.

Presente ao evento de abertura da série de oficinas, o subcomandante da Guarda Metropolitana, Jaime Lima Neto, explicou a motivação para o curso.

“Prezamos muito pelo policiamento comunitário de que a guarda é imcumbida. As forças de segurança pública, em geral, são muito vezes vistas apenas pelo poder repressivo para a garantia da Lei, mas a Guarda Metropolitana se diferencia dos demais órgãos por ter o poder comunitário. Ela está perto da sociedade e nada melhor para cumprir essa missão do que conhecer a temática e as dificuldades de cada classe para poder agir, para poder estar perto, entender e interagir com a sociedade”, acentuou.

Jaime também destacou a importância das palestras que devem ser frequentadas pelos cerca de 257 agentes que atuam nos grupos da guarda patrimonial, policiamento ostensivo e ambiental dos grupos da por todos.

“Para cumprirmos nossa missão comunitária é necessário conhecer e se conscientizar de certas particularidades sociais. Por isso a realização dessas palestras, que serão estendidas para todo o corpo, para que todos agentes tenham consciência da violência, do preconceito que esses segmentos sofrem e possam agir da melhor maneira possível. Não só agir de modo repressivo, mas de forma  comunitária, permanecer junto a comunidade e ajudar a disseminar a cultura do respeito à diversidade”, concluiu.

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