SETEMBRO AMARELO Prefeitura de Cabedelo promove palestra sobre saúde mental e o impacto da pandemia pelo Covid

Com o intuito de promover um momento de conscientização a respeito da prevenção ao suicídio e saúde mental do trabalhador, a Prefeitura Municipal de Cabedelo, por meio da Secretaria de Saúde de Municipal, em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Paraíba, promoveu, nesta quinta-feira (29), o Seminário “A saúde mental e o impacto da pandemia pelo Covid”, no auditório da Casa do Alemão.

O seminário, voltado aos profissionais do município, foi o momento escolhido para o encerramento da campanha do Setembro Amarelo e contou na programação com as palestras “O papel da Vigilância em Saúde no contexto da saúde mental”, com a gestora da Vigilância em Saúde do município de Cabedelo, Júlia Vaz; “Saúde mental e a saúde do trabalhador em tempos de Covid”, com a professora adjunta do departamento de psicologia da UFPB, Thaís Augusta Oliveira; e “Suicídio e as possíveis causas”, com a médica psiquiatra, Raquel Mendes Cordeiro, além de uma roda de conversa mediada pelas psicólogas Lívia Montenegro, do Hospital e Maternidade Municipal Padre Alfredo Barbosa e Anne Michele, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família.

Durante o evento, o Cemfisio também ofertou serviços de verificação de pressão arterial, ventosaterapia e massagem aos participantes.

“Esse debate é muito importante para a sociedade e é bom saber que o trabalho envolvendo a saúde mental vem ganhando força no município e na sociedade, principalmente a saúde do trabalhador no pós-pandemia, quando houve um grande índice de adoecimento mental entre trabalhadores e em toda a sociedade”, ressaltou Flávia Trajano, diretora do Caps AD.

Segundo Josânia Rodrigues, coordenadora da Vigilância do Trabalhador do município, a temática do seminário foi motivada pelo desafio de relacionar a Covid como doença de trabalho e ao adoecimento mental do trabalhador.

“Dentro do contexto da pandemia, vários trabalhadores começaram a adoecer em ambiente de trabalho, seja pelo vírus ou por transtornos mentais, e incluir a contaminação pelo Covid-19 como acidente de trabalho foi um processo difícil, mas, por fim, reconhecido. Como todas as profissões têm seus riscos, que podem ergonômicos, físicos, no caso dos profissionais de saúde, o risco é biológico.”

Segundo estudos realizados pela professora e palestrante Thaís Oliveira, a sobrecarga de trabalho, os riscos e a ansiedade, influenciaram a qualidade de vida do trabalhador.
“Os problemas advindos pela pandemia impactaram sobremodo a saúde mental do trabalhador. As preocupações com o trabalho, com a família e consigo mesmo, a busca pelo reconhecimento provocaram uma sobrecarga para o profissional. É necessário um espaço de acolhimento, escuta para os trabalhadores no próprio serviço para ajudá-los a enfrentar esse processo.”

A doença mental está ligada a cerca de 96% das causas de suicídio, principalmente a depressão, o transtorno bipolar e o abuso de substâncias. Segundo a médica psiquiatra Raquel Mendes Cordeiro, é preciso vencer os estigmas e os tabus para enfrentar este problema.

“A prevenção ao suicídio está ligada à detecção precoce dessa intenção. Esse não é um trabalho apenas para a rede de saúde, visto que na maior parte dos casos não se busca ajuda especializada. É um trabalho que envolve a escola, colegas de trabalho, família, a sociedade como um todo precisa se envolver para perceber e ajudar esse paciente.”, finalizou.

Durante todo este mês, a Secretaria de Saúde do município mobilizou os serviços de saúde para explorar o tema e realizar ações junto aos usuários do sistema. As ações envolveram as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o Hospital Municipal e Maternidade Padre Alfredo Barbosa (HMMPB), assim como outras unidades do sistema.

Na Unidades Básicas de Saúde foram realizadas ações de sala de espera, rodas de conversa, orientações, atividades recreativas, distribuição de material informativo e produtos de higiene oral, exibição de filmes temáticos e palestras com escolares, além de atividades voltadas aos médicos reforçando as intervenções a serem feitas com os pacientes. No Hospital e Maternidade Municipal Padre Alfredo Barbosa também foram desenvolvidas ações para funcionários e pacientes.29

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