Usuários do Centro Pop encerram atividades do mês de maio debatendo combate ao preconceito e cuidados com a saúde

A Secretaria de Assistência Social (Semas), por meio do Centro de Referência Especializado à População de Rua (Centro POP), realizou, nesta quarta-feira (29), o encerramento das atividades do mês de maio. O tema foi LGBTQI+ Fobia e Saúde da Pessoa de Rua.

A iniciativa buscou realizar atividades para valorizar e refletir sobre a realidade do público atendido. Foram oferecidos diversos atendimentos, como palestras sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) e malefícios do uso do cigarro, além de explicações sobre escovação bucal e distribuição de Kits.

A programação – que se estendeu durante todo o dia – contou, ainda, com apresentações de grupo de capoeira do Reviver I e com uma roda de conversa sobre o tema LGBTQ+, com representantes do Centro de Cidadania e Promoção à Igualdade Racial e LGBT de João Pessoa e do Movimento LGBT de Cabedelo.

“Foram atividades bastante esclarecedoras, debatidas durante todo o mês, e que buscam orientar e refletir sobre o combate ao preconceito de gênero, bem como expor os cuidados com a higiene pessoal de cada uma dessas pessoas em vulnerabilidade social. O trabalho realizado no Centro Pop é muito importante e garante dignidade a todos os assistidos pelo programa”, disse a secretária de Assistência Social, Cynthia Denize.

O Centro POP faz parte da Semas e recebe diariamente as pessoas em situação de rua. O Centro conta com atendimento individualizado, em grupo, atividades educativas de promoção  à autonomia, atendimento psicológico e social, retirada de documentos, encaminhamentos e acompanhamento na saúde, bem como refeições diárias.

“O Centro Pop representa um espaço de referência para a população de rua, em que se devem proporcionar vivências para alcance da autonomia, estimulando a organização, a mobilização e a participação social. O trabalho que desenvolvemos aqui tem como objetivo a saída de situação de rua e devolução da autoestima e da dignidade a essas pessoas. O processo se faz através da informação e do diálogo, como o que vivenciamos ao longo do mês”, explicou o coordenador do Centro Pop, Wilams da Penha.

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